Foi quando eu decidi quebrar barreiras. As barreiras que eu sempre me impus por proteção e por ter ciência do tombo próximo. Os além cinco sentidos davam sinais sutis e eu nunca discuti. Meus limites sempre foram bem definidos porque eu ia até onde devia. E ai eu decidi transcender.
Não foi pra ter alguma certeza, talvez pelo futuro peso na consciência -se a solteirice me acompanhar para pós 35 anos- de que as oportunidades existiram. Ou, quem sabe, foi por esse vácuo de sentimento.
Foi por esse nada que se tornou.
Foi pelo nome dito sem sorrisos, sem amores, sem rancores. Nem mágoa, nem raiva. Absolutamente nada.
Foi por falar sem frio na barriga e sem saudade.
Foi imaginando no quarto, diante daquele quadro, daquela cama e mesmo assim: nenhum desconforto.
Foi por poder cantar a música e não tocar no iPod.
Foi por não esquecer. Foi justamente por lembrar e não fazer diferença alguma.
Foi por não me prestar a nem sequer relembrar, reviver, perguntar, xingar. Foi por não mais me fazer enlouquecer. E não pelo sono absurdo nem o cansaço dominante...
Foi por simplesmente não me causar nada.
Esse 'nada' não é tão pouco a ponto de se poder controlar o desequilibrio.
O nada não desequilibra. Não faz diferença. O nada é... nada.
O 'nada' não merece explicação mas o meu respeito pode pontuá-lo como o Fim. Como passado. Enterrado.
Com um ponto final. Finalmente!
(maio/2011)
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